O TOQUE QUE REPRESENTA UM AMOR DURADOURO

Foi amor à primeira vista quando Sr Juarez, aos 19 anos, viu Dona Heloisa, com 22 na época, na rua principal de São João del Rei, Minas Gerais. Mas, afinal, qual o segredo por trás desse relacionamento que dura até hoje, depois de tantos anos?

“Sempre gostamos de abraçar, de nos tocar. Eu nem chamo Juarez pelo nome. Eu o chamo de amor; meu amor.”

QUANDO O TOQUE DIZ "EU TE AMO".

O casal tem 5 filhos, 18 netos e 13 bisnetos. O mundo mudou muito nos últimos 50 anos, mas, para Juarez e Heloisa, uma coisa sempre permaneceu igual: “sempre gostamos de abraçar, de nos tocar. Eu nem chamo Juarez pelo nome. Eu o chamo de amor; meu amor. E agora todo mundo chama ele de amor também”.

Apesar de não terem crescido com muito afeto físico ao seu redor, o casal encontrou uma forma de expressar seu amor e conforto por meio do toque e abraços afetuosos.
"Quando nos sentimos tristes, solitários ou ansiosos, poucas coisas nos fazem sentir melhor do que o abraço de uma pessoa amada."

O TOQUE NA VIDA DE UM CASAL

Por que o toque é tão importante nas relações? Uma possível resposta é por ele ser uma expressão de gentileza. Estudos mostram que a gentileza é o indicador mais importante de um casamento feliz e estável. A gentileza faz com que cada parceiro se sinta respeitado, compreendido e validado. Em resumo: se sinta amado. O afeto físico exige atenção e cria uma ligação emocional. Exatamente o oposto da negligência que cria distanciamento entre os parceiros e pode fazer crescer ressentimentos no parceiro que se sente ignorado.

COMO O TOQUE DO AMOR AGE EM NOSSO CORPO

Uma relação duradoura também contribui para uma boa saúde. E também aqui, o toque humano tem um papel fundamental: reduz a pressão sanguínea, a ansiedade, pode ajudar a combater alterações do ritmo cardíaco, sintomas da depressão e dor.

O TOQUE COMO ANALGÉSICO

Pediu-se para os participantes que avaliassem o nível de dor experienciado, usando uma tabela numérica (NPS) em que 0 indicava “sem dor” e 100 seria “o pior nível de dor que conseguiriam imaginar. Os resultados revelaram uma diminuição dos níveis de dor, quando o seu parceiro os tocava, quando comparado com todas as outras situações.
*Estudo conduzido nos EUA sobre os efeitos analgésicos do toque social, 2016.

SEM CONTATO

Infelizmente, é cada vez mais difícil envelhecer juntos e felizes como Heloisa e Juarez. Idosos têm maior probabilidade do que qualquer outro grupo etário de viver sozinhos ou em lares pequenos. Isto acontece por vários motivos: o aumento da tendência da família nuclear nas últimas décadas, o decréscimo do número de casamentos e uma maior expectativa de vida em todo o mundo.

No nosso estudo descobrimos que, de uma forma geral, as pessoas com idades entre os 50 e os 69, são as que contam com menos contato físico no seu dia-a-dia, quando comparados com outros grupos etários. Aqui incluem-se menos abraços, menos toques suaves no braço enquanto se conversa, ou menos oportunidades para festas e mimos. Está provado que a privação do toque pode levar a níveis mais altos de stress, ansiedade, depressão e redução da imunidade. Dado o seu maior risco de sentirem solidão e problemas de saúde relacionados com a idade, as pessoas mais velhas precisam de mais toque físico, e não de menos.

VOCÊ SENTE FALTA DE CONTATO FÍSICO?

Em nossos estudos clínicos, descobrimos que pessoas mais velhas enfrentam grandes desafios quando se trata de contato físico. 

diz que o toque físico não é presente em sua vida.

sentem falta do toque e querem compensar depois do isolamento.

perceberam, durante o isolamento. o quão importante o toque físico é para a sua saúde.

sentem-se solitárias quando falta o toque humano.

dizem que o isolamento as fez sentir mais sozinha do que antes.

dizem que a falta de toque humano os faz sentir solitários, mesmo que tenham muitos contatos nas redes sociais

#OToqueQueTransforma